Técnicas de tomada de Decisão em grupo

 Quando você precisa tomar uma grande decisão você pensa nisso de forma sistemática e coordenada ou apenas segue sua intuição e faz o que o seu coração diz, esperando que tudo dê certo?

 Sensibilidade é algo realmente importante em muitos casos, mas quando se trata de negócios, nada supera o uso de uma boa metodologia, ainda mais quando você precisa tomar decisões em grupo, em que cada pessoa pensa de uma forma.

 Porém, por mais que pareça difícil chegar ao consenso, podemos dizer que vale muito a pena dividir a responsabilidade das decisões com outras pessoas. Isso porque essa é uma grande oportunidade de reunir mindsets, ideias e perspectivas diferentes sobre  um problema. Ou seja, é a chance de alcançar melhores soluções e promover a inovação.

 É por isso que no artigo de hoje vamos falar de algumas técnicas de tomada de decisão em grupo e também entender em que momentos elas são indicadas. 

Intuição vs Racionalidade

 A intuição é inexplicável, algumas pessoas a tem bastante apurada, outras nem tanto. Esse elemento é totalmente emocional e, por isso, é impossível termos controle. Apesar de ser  utilizada principalmente nas nossas escolhas pessoais, não podemos negar que em algumas situações a intuição também pode ser necessária no contexto profissional. 

 No entanto é perceptível que no cenário dos negócios, onde os riscos costumam ser mais altos e a tomada de decisão pode envolver mais pessoas, geralmente se preza por um modelo mais próximo possível do racional, no qual há uma definição clara dos problemas, objetivos e estratégias estabelecidas. Mas o quão racionais conseguimos ser na hora de decidir algo?

 Segundo o ganhador do prêmio Nobel e professor da Carnegie Mellon University, Herbert Simon, não é possível sermos totalmente racionais na hora de decidir algo porque a  racionalidade é um elemento limitado.

 Perspectivas e desafios se transformam com o tempo, assim como as respostas e soluções. Além disso, as informações que temos a respeito do problema podem ser imperfeitas e cheias de variáveis e as estratégias utilizadas nunca nos darão certeza absoluta dos resultados.

 A racionalidade limitada representa o equilíbrio entre razão e emoção utilizado em todo e qualquer processo decisório. Assim, Herbert defende que devemos procurar soluções que sejam satisfatórias no momento, ao invés de nos preocupar com o que é considerado “ideal”. 

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Tomada de decisão em grupo é  uma prática intuitiva ou racional?

 E aí, o que você acha? Se você respondeu “um pouco de cada”, acertou em cheio! Toda tomada de decisão, seja sozinho ou em grupo pode carregar um pouco de intuitividade e racionalismo. O segredo está no equilíbrio entre essas duas coisas.

É importante entender quando usar cada um desses modelos decisórios. O mundo moderno certamente transformou as relações entre colaboradores e líderes e, nesse novo formato, existe mais espaço para a voz de cada pessoa. Além disso, podemos considerar a inovação um diferencial importante de mercado.

 Em uma gestão horizontal, geralmente as tomadas de decisão são divididas com as equipes. Ouvir diferentes opiniões e perspectivas dos membros do time, permitindo que eles participem do processo de decisão, pode agregar muito para encontrar soluções inovadoras, além de ajudar a fazer com que o colaborador se sinta importante e motivado dentro da equipe. 

 No entanto, tomar decisões em grupo pode ser demorado e chegar a um consenso pode ser um processo desgastante. Se você tem pressa de uma conclusão, provavelmente é melhor que o líder decida sozinho mesmo.

 Mas você deve estar perguntando: “como tornar o processo de tomada de decisão em grupo mais produtivo e perto do racional?” É simples, na verdade, através de técnicas e métodos. Com isso é possível organizar melhor as ideias e tornar o processo mais fluido e menos demorado. Vamos conhecer algumas ferramentas e técnicas de tomada de decisão em grupo?

Ferramentas e Técnicas de tomada de decisão em grupo

1- Brainstorm

 Você já deve conhecer ou ter ouvido falar dessa técnica. O brainstorm é uma “tempestade de ideias”, uma ferramenta que estimula as pessoas a falarem a primeira coisa que vem a cabeça delas sobre determinado assunto.

 Embora as palavras ou ideias possam parecer aleatórias no começo, essa ferramenta te ajudará a extrair bons insights da equipe, além de dar uma visão geral de algumas possíveis soluções.

 Depois de extrair as ideias da equipe, é só filtrar as que fazem mais sentido, levantar os pontos positivos e negativos de cada uma e trabalhar para aperfeiçoar as que têm mais chances de gerar resultado.

2- Árvore de decisão

 O diagrama de árvore de decisão é uma ferramenta de análise bastante conhecida que também pode ajudar a direcionar decisões, seja em grupo ou sozinho, através do mapeamento da decisão em si, probabilidades, ações e resultados.

 A árvore de decisão pode ser desenhada como um fluxograma onde cada nó resulta em outras ramificações, formando um desenho semelhante a uma árvore. Você pode usar essa ferramenta em diferentes processos decisórios, até mesmo quando precisar decidir algo rapidamente. 

3- Método Delphi

 Esta é uma técnica que originalmente se destina a assuntos mais complexos discutidos por um grupo de especialistas anônimos. No método Delphi o objetivo é chegar o mais próximo possível de um consenso, e isso é feito levantando opinião e justificativa de cada especialista e colhendo feedbacks anônimos entre o grupo.

 Os especialistas devem ser selecionados de forma estratégica. O grupo de apoio que ajudará na tomada de decisão será responsável por formular questionários, definir objetivos, estabelecer critérios de decisão e medir resultados encontrando similaridades entre as opiniões e levantando discussões sobre cada ponto que for relevante.

4- Votação

 Por incrível que pareça, a votação é uma ferramenta democrática de tomada de decisão bem útil, nas empresas é possível ter bons resultados com as votações, desde que seja feita préviamente uma análise profunda, uma boa seleção de soluções e que todos realmente estejam comprometidos com o sucesso do projeto para desenvolver olhar crítico sobre a situação.

Neste processo não é o ponto de decisão (votação em si) que mais importa, mas sim o que vem antes.

5- Classificar as opções 

 Mais aprofundado do que apenas votar e decidir pela maioria é classificar as opções do mais relevante para o menos relevante e observar onde os membros da equipe concordam e discordam. Esta ferramenta pode levantar boas discussões antes de determinar uma solução definitiva.

 É muito simples: é só realizar as devidas análises, reunir as ideias, definir as possibilidades e depois pedir para que cada um classifique as opções de acordo com os critérios estabelecidos. Esta é uma técnica de tomada de decisão em grupo que pode demandar um pouco mais de tempo, mas pode render ótimos insights.

6- Listar Prós e Contras

 Eu diria que essa é uma ferramenta obrigatória para qualquer processo de tomada de decisão independente de outras ferramentas que a equipe utilizar. Listar os prós e contras de cada solução apontada é importante para aprofundar as análises.

 Uma dica é fazer com que a própria equipe pense nesses prós e contras, que podem ser levantados através de brainstorm, pois a partir desse exercício já é possível levar os membros a refletirem sobre cada ponto, o que pode aproximar o time de um consenso.

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Junte a equipe e decida

 Existem diferentes modelos de gestão, mas na realidade da maioria das empresas hoje em dia, podemos encontrar processos de decisão em grupo, seja em equipes criativas, em projetos de TI, em grupos de líderes ou em conselhos.

 Algumas decisões podem ser parcialmente em grupo, ou seja, o time levanta as hipóteses mas quem decide é o líder. Em outros casos, a própria equipe irá decidir. Independente da situação, garanto que as ferramentas que você conheceu hoje podem ajudar e muito a facilitar e organizar esse processo.

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